Antônio Rocha é um exemplo de potencial artístico pressentido e levado a uma realização concreta

que se revelou na medida do tempo. 

Superando dificuldades, Rocha foi dedicando seu tempo na busca dos meios necessários para manifestação dos seus sentimentos estéticos. Identificou-se com a pintura. 

Jovem, sensível e determinado, o pintor transporta para seus quadros a emoção que guarda e se mostra no colorido forte e contrastante, na espatulada marcada pelo impulso emocional que também caracteriza a forma na medida do conteúdo. Rocha está sempre presente, não só porque seu trabalho se impõe ao olhar, mas também é uma participação constante nos nossos salões, nas exposições quer sejam aqui, no Ceará, ou em outros locais. 

No entusiasmo de sua juventude, Rocha vai marcando seu caminho artístico, como personagem de uma geração que vai constituir a representatividade de nossa arte nesse século novo, e no desafio do terceiro milênio. 

A bússola está indicando o caminho, é só seguir.

                                                                                                                                            Estrigas

                                                                                                          Artista plástico, escritor e crítico de arte.

Não vou falar do Rocha enquadrado em nenhuma escola artística. Ele descartou-se dos preconceitos formais, é indiferente aos ismos que lhe queiram dar. Mesmo não fazendo o culto da forma, seus traços têm harmonia e musicalidade. Sua obsessão é o conteúdo, a interiorização, é não apoucar o valor da arte.

Para ele, a arte não reproduz apenas a vida. Explica-a. A arte deve visar algum bem social e não um mero estétil prazer. Rocha não considera que aquele, privado do pão, não seja digno do deslumbramento do belo. Daí, submeter o seu talento a todos, indiscriminadamente.

Rocha não se envergonha de amar, não inclina a cabeça aos ungidos, não trafica a sua liberdade de expressão. Com dignidade e autodomínio incursiona, como mascote da arte, no território dos dessolidarizados.

Com suas mágicas mãos ele recolhe as cores para seus quadros: o carminado dos horizontes, o bordado das flores nos pastos orvalhados, na nuvem azulada, na cachoeira que a cada salto, esbanja véus de espumas no leito das areias.

Rocha cria o impacto, o deslumbre, a magia, o enternecer, o encorajar que recedem do aroma de sua alma.

Rocha tem vontade enorme de abraçar o mundo, mesmo que explodisse seu coração. E se lhe fosse dada a esperança de construir um mundo de irmãos, ele o faria e, ressuscitaria de entre as cinzas, como a ave mitológica.


                                                                                                                                            Ester Barroso

                                                                                                                           Fortaleza, 03 de outubro de 2011.

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